Osso enterrado em Cras de Ponte Serrada é de irmã falecida, confirma ex-secretária de Assistência Social

Publicado em 20/09/2017 às 18:55:09 - Atualizado em 20/09/2017 ás 18:55:09

O mistério sobre o osso localizado na manhã desta quarta-feira, dia 20, no terreno do Cras em Ponte Serrada, foi esclarecido horas após o caso ser noticiado pelo Oeste Mais. O resto mortal é mesmo da Irmã Marilene Pereira de Souza. A reportagem confirmou a informação com a ex-secretária de Assistência Social do município, Francinara Magrini Ferreira (Nara).

 Segundo ela, que atuou no setor durante a administração municipal 2005/2008, a própria família da irmã encaminhou o osso para ser enterrado no local que leva o nome da religiosa.

 O terreno onde o fêmur estava fica na Cidade da Criança Irmã Marilene Pereira de Souza, construção junto ao Cras de Ponte Serrada. Funcionárias e alunos da unidade acabaram desenterrando-o acidentalmente enquanto escavavam para fazer uma horta no local.

 “Era uma vontade da família que a gente recebesse algo dela em função de na época a Cidade da Criança levar o nome da Irma Marilene. Inclusive eu tinha uma relação muito estreita com essa irmã. Quando eu era secretária de Assistência Social, ela ajudou muito nosso município, fez um trabalho social muito bonito com famílias carentes”, recorda Nara.

 Osso não foi enterrado em 2008

 Apesar de confirmar que o município recebeu o osso para ser enterrado no antigo Peti, hoje Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), a ex-secretária assegura que ao final de 2008, quando deixou o cargo, o resto mortal ficou em uma embalagem na própria sede. “O objetivo era fazer uma capelinha, construir algo e colocar dentro para identificar que tinha relação com a Irmã Marilene”, acrescenta Nara.

 O Oeste Mais confirmou que o osso foi entregue na Delegacia de Polícia Civil de Ponte Serrada, responsável pelo andamento do caso. Com a origem esclarecida, a expectativa é que ele volte a ser enterrado no terreno da Cidade da Criança Irmã Marilene Pereira de Souza, onde atualmente funciona o SCFV.

Sepultada em Petrópolis

 O corpo da religiosa está sepultado em Petrópolis (RJ). Odete Chinatto, bem amiga da freira, chegou a visitá-la enquanto ainda estava enferma. A ponteserradense lembra que cerca de um mês depois do encontro, recebeu a notícia do falecimento da irmã, que tinha aproximadamente 75 anos, segundo a moradora. “Quando foi embora [de Ponte Serrada], sempre que voltava, vinha na nossa casa visitar”, recorda.

Durante a visita à irmã, Odete ficou três dias inclusive hospedada em um convento no Rio de Janeiro. Pelo que lembra, Marilene precisa de um transplante de coração, mas também havia a suspeita de que estivesse com câncer. A moradora disse ainda ter ficado surpresa e “arrepiada” ao saber do resto mortal encontrado no município, revelando desconhecer a história.

Fonte|Foto:OesteMais

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