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Carne bovina deve ter redução do preço em abril, afirma Ricardo Nissen, assessor técnico da CNA

Por Redação Chapecó Mais em 03/04/2021 às 08:47:43

Desde o ano passado o pre√ßo da carne bovina tem subido no Brasil, chegando a um aumento de 18% em 2020. Isso tornou o alimento uma espécie de vil√£o na mesa dos brasileiros. Em fevereiro, a carne subiu 1,72% na compara√ß√£o com janeiro, segundo o IPCA publicado pelo IBGE no m√™s passado.

Para explicar o porqu√™ desse aumento, o portal Brasil61.com conversou com o assessor técnico da Comiss√£o Nacional de Bovinocultura de Corte da Confedera√ß√£o da Agricultura e Pecu√°ria do Brasil (CNA), Ricardo Nissen, que abordou o principal motivo.

Segundo ele, diferente das outras culturas de produ√ß√£o animal, a pecu√°ria de corte tem um ciclo médio de 30 à 50 meses, ou seja, pode levar de dois anos e meio até cinco anos. "E é justamente por causa desse longo período que estamos enfrentando agora um momento da falta de animais. Quando voltamos na história, por volta dos anos de 2016 e 2018, tivemos um momento em que a arroba estava desvalorizada, o produtor abateu diversas f√™meas e, assim, reduziu a produ√ß√£o de bezerros. Justamente para equilibrar as contas", afirmou.



De acordo com Ricardo, o pre√ßo aumentou porque temos menos animais para o abate, mas isso n√£o quer dizer que pode faltar carne bovina na mesa do brasileiro porque o país é "autossuficiente na produ√ß√£o do alimento. Acabamos importando pouca carne quando falamos em carne gourmet, no caso da super premium que segue para as churrascarias e steakhouse. Mas o Brasil é autossuficiente. Somos o segundo maior produtor do mundo e o maior exportador", esclareceu.

O assessor técnico explicou que mesmo com a baixa quantidade de animais para consumo, n√£o deve faltar carne bovina, o valor do alimento tem uma diferen√ßa de impacto na mesa das pessoas que moram nas grandes e pequenas cidades. Quando se fala do interior "falamos de cidades em que a demanda e a oferta s√£o ajust√°veis. Na cidade grande temos uma demanda mais vol√°til, justamente por conta da quantidade de pessoas. Possivelmente o consumidor da cidade grande sinta mais os impactos, enquanto nas cidades pequenas temos uma distribui√ß√£o mais r√°pida e direta por estar próxima dos centros produtores", destacou Ricardo.

Uma vez que os moradores das grandes cidades sentem os impactos dos altos valores nas compras, a popula√ß√£o com menor renda também é a mais afetada pelo pre√ßo da carne. Segundo o especialista, isso pode justificar as pessoas preferirem outros tipos do alimento na hora de fazer o mercado. "Observamos que uma parcela da popula√ß√£o carente prefere outras proteínas como o próprio frango, que tem uma produ√ß√£o industrial alta e é uma das carnes que vem sendo mais consumidas por esta classe", avaliou.


A partir de agora com a mudan√ßa no cen√°rio da produ√ß√£o do gado é possível que o brasileiro possa retomar o consumo da carne bovina com um pre√ßo mais acessível. Pelo menos é no que acredita o Ricardo Nissen. "Por causa das chuvas, no final do ano passado, come√ßamos a ter mais produ√ß√£o nas pastagens. Temos uma grande quantidade de animais que ser√£o abatidos nesse primeiro semestre. Devemos ter uma manuten√ß√£o do pre√ßo da carne bovina no próximo m√™s e, depois, l√° para o final de maio observaremos uma queda nos pre√ßos", explicou.

Fonte: Brasil 61 Foto:Arquivo Pessoal

Fonte: Brasil61

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